5 mitos e verdades sobre picadas de escorpião, segundo especialista
A combinação de temperaturas elevadas e chuvas frequentes favorece a proliferação de escorpiões, aumentando o risco de acidentes. Apesar da ampla divulgação sobre o tema, a desinformação ainda compromete a segurança da população. Para esclarecer os principais mitos e verdades sobre picadas de escorpião, a médica e docente do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX), Dra Maria Cristina Bem Costa, explica o que realmente funciona na prevenção e tratamento desses acidentes.
1. “Chupar o veneno ajuda a evitar complicações?”
Mito! Diferente do que se vê em filmes, tentar sugar o veneno da picada não só é ineficaz como pode aumentar o risco de infecção. “O veneno se espalha rapidamente pelo sistema linfático, e nenhuma sucção externa pode reverter esse processo”, alerta a Dra. Maria Cristina. O ideal é lavar o local com água e sabão e buscar atendimento médico.
2. “Todas as picadas de escorpião são fatais?”
Mito! Embora os acidentes com escorpiões sejam potencialmente graves, a maioria das picadas causa apenas dor intensa e reações locais. “O maior risco está em crianças menores de 7 anos, idosos e pessoas com problemas cardíacos ou alérgicos, que podem desenvolver complicações sistêmicas”, alerta a especialista.
3. “O gelo alivia a dor da picada?”
Verdade! Aplicar compressas frias pode ajudar a reduzir a dor e o inchaço no local. “O gelo age como um anestésico temporário, mas não impede possíveis complicações, portanto, é essencial buscar atendimento médico”, ressalta a especialista”.
4. “Se não sentir dor forte, posso ignorar a picada?”
Mito! Algumas pessoas podem apresentar reações leves no início, mas os sintomas podem piorar horas depois. “A evolução dos sintomas varia de acordo com o organismo e a quantidade de veneno injetado. Sempre é recomendável procurar um serviço de saúde para avaliação”, reforça Dra. Maria Cristina.
5. “Existe um tratamento eficaz para o veneno de escorpião?”
Verdade! O soro antiescorpiônico é utilizado em casos específicos e mais graves, ajudando a neutralizar o efeito do veneno. “Esse soro deve ser administrado o mais rápido possível, no entanto, nem todos os casos de picada de escorpião exigem o uso do soro, e a conduta deve ser avaliada por um profissional de saúde.
Para evitar incidentes, a especialista recomenda manter ambientes limpos, evitar acúmulo de entulho, vedar frestas e sempre sacudir roupas e calçados antes de usá-los. Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
Sobre a especialista:
Maria Cristina Bem Costa é médica e docente do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX). Graduada em Medicina pela Unicamp, tem Residência Médica em Nefrologia pela mesma instituição. É pós-graduada em Educação Médica com foco em Metodologias Ativas pelo Grupo UniEduK, e gestora da Rede de Urgência e Emergência do município de Indaiatuba (SP).


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