
Eu corro, ando de patins e danço’Lenda da música pop, Diana Ross já defendia décadas atrás a importância de se manter ativa fisicamente – filosofia que ajuda a explicar sua longevidade artística.
Poucas artistas conseguiram atravessar tantas décadas no topo da cultura pop quanto Diana Ross. Dona de uma carreira que começou ainda no fim dos anos 1950 e ajudou a moldar o som da gravadora Motown, a cantora hoje tem 81 anos e segue sendo um símbolo raro de vitalidade e presença artística.
Conhecida mundialmente por sucessos com o grupo The Supremes e por uma carreira solo que inclui clássicos como “Ain’t No Mountain High Enough”, Ross sempre tratou o palco como extensão natural do próprio corpo. Dança, movimento e energia fazem parte da sua identidade artística – algo que ela mesma reconheceu décadas atrás em uma entrevista marcante!
Diana revelou rotina de exercícios na década de 80
Em agosto de 1981, Ross se encontrou com o artista e editor Andy Warhol para uma conversa publicada na revista Interview Magazine, publicação fundada por Warhol e conhecida por reunir grandes nomes da cultura pop em entrevistas informais e reveladoras. Na ocasião, os dois almoçaram no hotel Carlyle, em Nova York, e falaram sobre carreira, fama, imprensa e, surpreendentemente, também sobre exercícios físicos e envelhecimento.
Foi ali que a cantora explicou como o movimento sempre fez parte de sua rotina: “Não tenho grandes segredos. Apenas percebi que, à medida que envelheço, devo me manter forte, então agora faço mais exercícios”. Na mesma conversa, ela detalhou quais atividades mantinha para cuidar do corpo: “Faço parte de um clube aqui na cidade. Eu corro e ando de patins. Danço – esse é o melhor exercício. Eu amo dançar”. Diva!
A menina de Detroit que virou lenda da Motown
Quando falou com Warhol, Ross já era uma estrela global. Nascida em Detroit, ela começou a cantar ainda adolescente, inspirada pelo gospel ouvido em casa e pela efervescente cena musical da cidade.
Na entrevista, a cantora relembrou como tudo começou: “Canto desde que era realmente muito pequena. Venho de uma família que canta… Começamos a cantar juntas, mas nem pensávamos em fazer isso profissionalmente”.
A história mudou quando ela e duas amigas formaram um trio vocal que mais tarde seria rebatizado como The Supremes. O grupo se tornaria um dos maiores fenômenos da Motown nos anos 1960, com hits como “Baby Love”, “Stop! In the Name of Love” e “Where Did Our Love Go?”, consolidando Ross como uma das vozes mais reconhecidas da música americana.
Décadas depois, a cantora ainda se diverte ao lembrar que poucos artistas daquela geração permaneceram ativos por tanto tempo. “Ainda sou apenas um bebê, só Mick Jagger e eu”, brincou, na ocasião com quase 40 anos.
Dançar sempre foi parte da equação
Ao longo da conversa com Warhol, Ross deixou claro que o movimento sempre esteve no centro da sua vida, não apenas como exercício, mas como prazer.
Para ela, a dança é uma das formas mais naturais de manter o corpo ativo. “Sim, nós afastamos todos os móveis e dançamos no palco também. Não é algo coreografado, é muito mais livre. Isso mantém você forte”, aconselhou.
A fala ajuda a entender por que, mesmo após mais de meio século de carreira, Ross segue sendo lembrada por apresentações cheias de energia e figurinos exuberantes. A artista também contou a Warhol que gosta de reinventar seus shows constantemente, mudando cenários e conceitos visuais para manter o espetáculo sempre novo.
Longevidade construída no palco
Hoje, aos 81 anos, Diana Ross continua sendo referência quando o assunto é longevidade artística. Ao longo da carreira, a cantora também se aventurou no cinema – com destaque para o filme “Lady Sings the Blues” – e construiu um repertório que atravessa gerações.
Para além da questão estética, o cuidado com o corpo sempre esteve ligado à própria natureza da sua profissão: cantar, dançar e sustentar performances diante de milhares de pessoas. Por isso, a ideia de manter-se ativa nunca foi tratada por Ross como uma obrigação e sim como parte natural da vida.
Na entrevista com Andy Warhol, essa filosofia já aparecia com clareza: envelhecer, para ela, não significava desacelerar, mas continuar em movimento.
Hoje, mais de quatro décadas depois daquela conversa, o porte físico elegante e a energia que Diana Ross ainda demonstra em aparições públicas e apresentações indicam que o movimento continua fazendo parte da sua rotina. Se aos 37 anos – idade que tinha na época da entrevista – a artista já defendia a importância de se manter forte com exercícios, é fácil imaginar que essa mentalidade segue guiando seu estilo de vida até hoje!
Fonte: Purepeople


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