
Integração entre áreas verdes, arquitetura e espaços de convivência reflete mudanças no comportamento dos moradores e ganha espaço no planejamento dos projetos residenciais
A presença de áreas verdes, jardins e espaços externos planejados tem se tornado cada vez mais frequente nos empreendimentos residenciais contemporâneos. Mais do que um recurso estético, o paisagismo passou a integrar o planejamento dos projetos imobiliários, contribuindo para a forma como os moradores utilizam e vivenciam os espaços dentro do condomínio.
Esse movimento está ligado a uma tendência mais ampla de valorização do contato com a natureza no cotidiano urbano. No campo da arquitetura, esse conceito é conhecido como biofilia, que parte da ideia de que os seres humanos têm uma predisposição natural a buscar conexões com elementos naturais, como vegetação, luz, água e materiais orgânicos.
Segundo a pesquisa “Pesquisa do Mercado Imobiliário”, realizada pelo Secovi-SP, a biofilia aparece entre as megatendências de consumo no setor imobiliário, associada à valorização dos imóveis e à busca por bem-estar nos empreendimentos.
Com essa mudança de comportamento dos moradores, as construtoras têm incorporado o paisagismo e as áreas verdes desde as etapas iniciais de desenvolvimento dos projetos. A Perplan Incorporação é uma das empresas que têm apostado nesta abordagem em seus empreendimentos.
“O paisagismo deixou de ser tratado apenas como um elemento complementar e passou a integrar o desenvolvimento dos projetos desde o início”, afirma Rafael Batista, diretor de incorporação da empresa. “Quando ele é pensado junto com a arquitetura e com os espaços de convivência, é possível criar ambientes externos que ampliam as formas de uso do empreendimento no dia a dia.”
Arquitetura, natureza e experiência de uso
Para a arquiteta Giovana Nogueira, do escritório Tellini Vontobel, parceiro da Perplan Incorporação em quatro projetos, o paisagismo vem assumindo um papel cada vez mais relevante dentro dos empreendimentos residenciais. “Ele participa da organização dos espaços, da definição de fluxos e da criação de ambientes que qualificam a experiência do morar. Muitas vezes o paisagismo constrói a transição entre arquitetura, natureza e vida cotidiana, criando lugares de permanência, encontro e contemplação”, explica.
Entre as tendências observadas no paisagismo aplicado ao mercado imobiliário, Giovana destaca a escolha de espécies adequadas ao clima local, o uso de materiais naturais e a integração cada vez maior entre paisagismo, arquitetura, mobiliário e iluminação desde as fases iniciais dos projetos.
Para Rafael Batista, a presença de áreas verdes também responde a uma mudança nas expectativas de quem busca um imóvel. “Nos últimos anos houve uma valorização maior desses espaços abertos dentro dos empreendimentos. Jardins, praças internas e áreas de convivência ao ar livre passaram a ser vistos como parte importante da experiência de morar”, comenta.


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